Em continuidade ao debate sobre planejamento e gestão de resíduos sólidos, o FORCIS (Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços de Jundiaí e Região) promoveu na terça-feira, dia 16 de junho, o terceiro encontro com o tema "Políticas Públicas, Instrumentos de Planejamento e Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos. O encontro foi sediado pelo CIESP Jundiaí e reuniu um público de mais de 150 pessoas, representantes de entidades e outros agentes interessados no debate e em buscar soluções para o tema.
A abertura foi feita pelo presidente da OAB Jundiaí, Daniel Martinelli, e pelo vice-prefeito, Ricardo Benassi. O evento contou também com a presença dos vice-presidentes da PROEMPI, Célia Benassi (Comunicação e Eventos), Thiago Priosti Coelho (Comercialização e Inteligência de Mercado Imobiliário), e de representantes de outras entidades que compõem o FORCIS. Em sua fala, Benassi reforçou a importância do tema e sugeriu que uma possível economia no setor poderia ser investida na Saúde. "Em nosso estudo, Jundiaí tem capacidade de economizar R$ 20 milhões por ano no contrato do lixo e em dois anos, é possível zerar a fila da cirurgia de ortopedia, por exemplo", compara.
Especialistas do Estado trouxeram suas visões sobre a destinação dos resíduos sólidos
O especialista ambiental, André Simas, diretor da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), falou da Política de Resíduos Sólidos, explicando sobre como o Estado pode ajudar os municípios a implementar as diretrizes para se adequarem às leis ambientais e às frentes estruturantes do Estado de São Paulo. "Jundiaí sai na frente ao envolver toda a sociedade nesta discussão tão relevante para os dias de hoje", reconhece.
Especialistas como Danielle Lodi, gerente de Regulação dos Serviços de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp); José Valverde Machado Filho, CEO Ambiente Valverde; Davi Tegangno, Gerente de Saneamento Ambiental da SP Regula - Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo; e Mimo Ravagnani, especialista em Gestão de Resíduos e Inovação Tecnológicas, também trouxeram suas contribuições para o debate.
O diretor titular do CIESP Jundiaí, Alexandro Zavarizi, e o vice-prefeito de Jundiaí, Ricardo Benassi.
Simas reforçou também a importância do Plano Municipal de Resíduos Sólidos que já vem sendo desenvolvido pelas cidades em todo o Estado, inclusive, em Jundiaí. "A participação da sociedade civil é muito importante, e a população pode fiscalizar se o Plano está sendo executado realmente e o FORCIS, como representante da sociedade civil organizada, pode acompanhar esses trabalhos de perto, avaliando se as ações sairão de fato do papel", destacou André Simas da Semil.
A região em números - Com quase 1 milhão de habitantes, a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) enfrenta diariamente o desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos. A cidade de Jundiaí, por exemplo, gera 12 mil toneladas de lixo por mês e tem capacidade de produzir CDR (Combustível Derivado de Resíduos) que pode ser transformado em energia e renda. A economia anual pode gerar em torno de R$ 20 milhões. "Além dos benefícios ambientais, a gestão integrada dos resíduos pode abrir espaço para novos investimentos, geração de empregos e desenvolvimento econômico sustentável, consolidando a região como referência em inovação ambiental", reforça Ricardo Benassi, vice-prefeito de Jundiaí.
Alexandro Zavarizi, diretor titular do CIESP Jundiaí, encerrou o evento reforçando a importância do debate de um tema tão relevante e que impacta todos os segmentos da sociedade. "Parabenizo a iniciativa do FORCIS de levantar o tema e promover o debate, já estamos no terceiro encontro e espero, Ricardo, como representante do munícipio que possamos estar aqui, num futuro próximo, mostrando um exemplo de Jundiaí e Região, de ideias que foram discutidas neste auditório. Que tudo que estamos fazendo, debatendo e aprendendo aqui se transformem em iniciativas reais que beneficiem a todos", frisou.